segunda-feira, 20 de abril de 2015

13. A opção pelo silêncio

São Paulo - A maioria dos brasileiros ficaria de boca fechada se visse algo antiético ser praticado no seu ambiente de trabalho.
Pelo menos é o que aponta uma recente pesquisa do CPDEC (Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada), em parceria com o NEIT (Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia da Unicamp), que ouviu mais de 800 funcionários de empresas públicas, privadas ou de capital misto.
Segundo o estudo, nada menos que 90% dos profissionais se calariam se observassem uma conduta inapropriada. O dado é significativo - sobretudo num momento em que as discussões sobre ética ganham fôlego na sociedade brasileira.
corrupção, aliás, aparece no estudo: 48% dos entrevistados afirmam que seus empregadores dão contribuições impróprias a agentes governamentais com frequência ou às vezes.
As razões para preferir o silêncio diante dos malfeitos vão do medo de retaliação por parte de gestores e colegas à convicção de que nenhuma medida corretiva seria aplicada.

Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/15-dados-da-relacao-do-profissional-brasileiro-com-a-etica

12. Executivos da Apple têm os maiores salários por desempenho

Cinco funcionários da Apple Inc. receberam US$ 281 milhões no ano passado e estão entre os 100 executivos mais bem pagos dos EUA.
Eles valem cada centavo, segundo o Bloomberg Pay Index, primeiro ranking diário de salários de executivos dos EUA.
O CEO Tim Cook, os vice-presidentes sênior Angela Ahrendts, Eduardo Cue e Jeffrey Williams e o ex-diretor financeiro Peter Oppenheimer têm um salário combinado equivalente a cerca de 1 por cento do lucro econômico da empresa, segundo o ranking.
“Steve Jobs foi um líder único”, disse Dan Ernst, analista da Hudson Square Research em Nova York, sobre o fundador da Apple.
“O risco sempre foi alto em relação a se essas pessoas seriam capazes de cumprir o papel dele. Você quer ter uma grande equipe e elas conseguiram isso”.
A medida de salário por desempenho usada pelo ranking da Bloomberg é calculada usando o salário de um executivo como porcentagem do lucro econômico de uma empresa, que é definido como o lucro operacional líquido depois de impostos menos seu custo de capital. 3
Uma porcentagem menor indica um retorno melhor para cada dólar pago a um executivo.
Os cinco executivos da Apple são um melhor negócio para os investidores do que 94 dos 100 executivos mais bem pagos, segundo o ranking.
Há 91 executivos no índice que recebem uma porcentagem maior do lucro econômico de suas empresas individualmente do que os executivos da Apple como um grupo. Trinta e seis executivos trabalharam em empresas que produziram um lucro econômico negativo.
Ahrendts, Oppenheimer
Ahrendts ganhou US$ 82,6 milhões no ano passado, o que faz dela a executiva mais bem paga da Apple e a 10a mais bem paga nos EUA.
Após administrar a varejista de moda Burberry Group Plc, com sede em Londres, durante seis anos, ela entrou na Apple para supervisionar suas divisões de varejo e on-line em maio de 2014, tornando-se a primeira mulher da equipe de gestão da empresa.
Seu salário, que incluiu um bônus de assinatura e uma subvenção make-whole (pagamento de compensação) por prêmios deixados para trás na Burberry, é equivalente a 0,3 por cento do lucro econômico médio da Apple nos últimos três anos, de US$ 28,6 bilhões.
Josh Rosenstock, porta-voz da Apple, preferiu não comentar essa reportagem.
Oppenheimer, que se aposentou em setembro após 18 anos de empresa, recebeu US$ 74,5 milhões, ou 0,3 por cento do lucro econômico da Apple.
Seu substituto, Luca Maestri, recebeu US$ 17,1 milhões e não aparece no ranking.
Cook recebeu US$ 65,2 milhões e obteve o melhor índice de salário por desempenho entre os CEOs dos EUA.
Williams, que supervisiona a cadeia de abastecimento e o setor de controle de qualidade da empresa, e Cue, que administra as divisões de softwares e serviços para a internet, receberam cerca de US$ 29,5 milhões cada, ou 0,1 por cento do lucro econômico da companhia.
Fonte: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/executivos-da-apple-tem-os-maiores-salarios-por-desempenho

11. IEFP Governo vai ajudar com 80% do salário de estagiários

O programa Reativar começa hoje e os estagiários com mais de 31 anos poderão inscrever-se, tendo a oportunidade de receber um salário entre os 419,22 e os 691,7 euros.

Durante seis meses, o Governo vai pagar 80% dos estágios às pequenas e médias empresas que contratem desempregados com mais de 31 anos. As restantes vão receber um apoio de 65%.
Esta ajuda faz parte do programa Reativar que tem início esta segunda-feira. Segundo os cálculos do ministro Pedro Mota Soares, o Estado vai gastar 43 milhões de euros.
No entanto, para algumas empresas, esta é uma medida não gera mais empregos, apenas 'disfarça' a situação. “É mais uma medida sem efeitos de empregabilidade. Trata-se da substituição de postos de trabalho por estágios”, indica um dos dirigentes dos Precários Inflexíveis, João Camargo ao Jornal de Notícias.
“Isto não é um verdadeiro programa de estágios. Cria empregos que são pagos abaixo do valor da contratação coletiva”, explica o antigo presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), Francisco Madelino.
Cada estagiário deverá receber entre os 419,22 euros a 691,7 euros brutos.
Mas quem fica satisfeito com este apoio são as pequenas e médias empresas que garantem que este é um “excelente apoio” para “reforçar as suas equipas", "que assim poderão fazê-lo com um nível de investimento mais reduzido”, segundo a agência de recrutamento Hays.
Para os estagiários acima dos 45 anos, as empresas podem ter uma comparticipação acima dos 65%.
“Não basta criar programas de estágios. O Estado tem de criar condições para as empresas poderem criar empregos”, dá conta o presidente do grupo Kyaia, Fortunato Frederico.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/economia/377996/governo-vai-ajudar-com-80-do-salario-de-estagiarios